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Dilúvio em Tempos de Seca
Giulia Gam e Wagner Moura interpretam um escritor e uma modelo que ficam presos num banheiro claustrofóbico. Sem inspiração para escrever, o homem vê na mulher extravagante a musa que precisava para continuar seu ofício. Em meio a uma chuva torrencial na rua, os dois tentam se entender, querem vivenciar o amor e acabar com a distância que existe entre eles.
Em determinados momentos, o escritor e a modelo rompem com a incapacidade de se comunicar. Falta energia elétrica e os primeiros andares do prédio são cobertos pelas águas. A tempestade aprisiona os personagens num ritual eloqüente de criação, acuados em si mesmos.
Dilúvio em Tempos de Seca, escrito por Marcelo Pedreira, teve a estréia no Rio de Janeiro em setembro de 2004. Em cena, o cenógrafo Fernando de Melo da Costa utiliza canos com vários guarda-chuvas quebrados.
Ficha Técnica
Texto: Marcelo Pedreira; Direção: Aderbal Freire-Filho;
Elenco: Giulia Gam e Wagner Moura; Cenografia: Fernando Melo da Costa; Figurino: Marcelo Pies
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Avaliação de Rodrigo Fernandes Vieira: 
Álias, caros amigos, não cometam este erro e falta de bom senso de julgarem o espetáculo pelo seu aparente vulgo linguajar e enxerguem além, aproveitem o subtexto, as coisas boas que ele nos dá.
Avaliação de Rodrigo Fernandes Vieira: 
O espetáculo é maravilhoso. A atuação de ambos é invejável e, além do texto, toda a montagem nos faz transcender o aparente caos da vida e enxergar a luz no fim do túnel, a cumplicidade entre duas pessoas alcançada única e exclusivamente através do amor.
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