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de: 16/07/2010 até: 18/07/2010
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Juno
por Michelle Mancini
Juno, uma das criações mais originais do cinema independente, merece mais do que suas quatro indicações ao Oscar 2008 e outras três ao Globo de Ouro 2008. Dirigidido por Jason Reitman, do excelente Obrigado Por Fumar, a comédia figura entre os 10 melhores filmes de 2007 nos EUA. Para começar, a roteirista Diablo Cody ficou conhecida depois de blogar e escrever um livro contando suas experiências como stripper. Agora, depois do sucesso do longa – arrecadação de US$ 71 milhões, em apenas um mês – a escritora está produzindo uma série de TV com ninguém menos que Steven Spielberg. Portanto, prepare-se, pegue a pipoca e corra para o cinema mais próximo.
A personagem-título, Juno MacGuff (Ellen Page), é uma adolescente auto-confiante e honesta, engraçada e, ao mesmo tempo, encantadora, que assume as rédeas do seu destino despreocupada e calmamente, à medida que amadurece antes do tempo. Mas, por trás de seu exterior durão, existe uma menina que só está tentando entender as coisas.
Ao contrário da maioria das meninas do colégio, que perdem horas do dia navegando na internet, atualizando seus blogs e fazendo compras no shopping, a nossa garota vive sua própria vida em Minessota, em suas típicas tardes entediantes. Em uma dessas tardes, ela decide perder sua virgindade com o charmoso, discreto e um tanto atrapalhado Bleeker (Michael Cera), o que, desastrosamente, provoca uma gravidez indesejada.
Quando descobre que vai ser mãe, Juno e sua melhor amiga Leah (Olivia Thirlby) saem à procura de pais perfeitos para o futuro bebê, até cruzarem os caminhos de Mark e Vanessa, um abastado casal que pretende adotar seu primeiro filho. A coincidência perfeita. A segunda parte do plano é contar para o pai e a madrasta da adolescente.
Passado o choque inicial, a família se une para apoiá-la na sua decisão. Mac, o pai, acompanha a filha na avaliação dos possíveis pais adotivos para seu bebê, para se certificar de que não são lunáticos, enquanto Bren, a madrasta, oferece suporte emocional durante esta gravidez prematura. Tudo corre muito bem, mas com o passar dos meses, a vida supostamente doce e honesta do casal começa a dar sinais de que não é o que parece, fazendo Juno refletir sobre seu crescimento pessoal e sua decisão. Com uma capacidade destemida de compreensão, incomum em jovens da sua idade, ela enfrenta seus problemas de frente, mostrando uma maturidade inesperada, exuberante e inteligente.
Indicações e Prêmios
Juno foi indicado ao Globo de Ouro 2008 nas categorias Melhor Filme (Comédia ou Musical), Melhor Atriz para Ellen Page e Melhor Roteiro. Nesta edição do Oscar, disputa a estatueta de Melhor Filme, além de Melhor Atriz, Melhor Direção e Melhor Roteiro Original.
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(2 comentários)
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Avaliação de Luiz Eduardo: 
O filme faz juz às indicações para o Oscar: representa o blá-blá-blá de sempre dos filmes americanóides, cada vez mais previsíveis e sem sal. Filme sobre adolescentes, para mentes não muito mais maduras que isso. Não vale a pipoca - que devia ser proibida
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