Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo
Não é um Zoológico, nem o Butantã, mas têm animais. Matou a xarada? Aí vai: é um Museu. Não se engane se te dizem que em Museu só existem móveis velhos, pois animais também servem para essa apreciação inerte. Em São Paulo, no bairro do Ipiranga, está o Museu de Zoologia da USP, um dos espaços mais importantes da cidade.
Com o intuito de conservar uma vasta coleção zoológica, o Instituto realiza, também, pesquisas científicas e presta serviços que se relacionam a essa área à comunidade. A biodiversidade é estudada e reconhece espécies de plantas e animais de apenas algumas regiões do Brasil, e de onde tiram suas descrições e classificações.
A erudição de ecossistemas naturais é incluído nesse campo de pesquisas, e os profissionais que mantém o Museu, conservam o arquivo zoológico sempre atualizado. A importância disso para nós é de que podemos conhecer intimamente e com uma definição melhor e mais detalhada o mundo selvagem que nos rodeia. Um tipo de aranha, um outro de escorpião, cobras, flores nocivas ou não, animais perigosos ou mansos têm suas particularidades exibidas para que possamos entender mais sobre o assunto e nos precaver caso haja um momento no qual possamos nos deparar com uma espécime estranha.
A era Pré-histórica também tem um lugar reservado dentro do Museu, e grandes fósseis de dinossauros estão lá para matar a curiosidade dos amantes desses gigantes. Um belo patrimônio que o MZUSP conseguiu e que deixará o visitante boquiaberto ao ver ao vivo esses seres que, incrivelmente, habitaram nosso planeta. Um cenário por trás dos animais empalhados é montado para recriar seu habitat natural, o que faz o público encarar a exposição como um passeio, sem perigo, pela floresta.
Todo ano é organizado o Dia de Darwin, que relembra o aniversário do precursor da tese sobre a evolução humana, e é uma data comemorada internacionalmente. Neste ano, o evento segue até o dia 28 de fevereiro de 2010.
Com muitas atrações e cursos de graduação e pós-graduação para os interessados em atuar na área, o espaço oferece também uma biblioteca com um vasto acervo sobre o assunto. Um lugar feito para visitar, apreciar e aprender bastante. Um bom programa para os finais de semana.
| Charles Darwin: Evolução Para Todos! |
| Com curadoria de Maria Isabel Landim, uma das maiores especialistas brasileiras em Darwin, a exposição apresenta a história da revolucionária teoria de Darwin e de como ela permeia a pesquisa realizada pelo Museu de Zoologia - uma referência mundial e instituição pioneira na difusão da perspectiva científica e das idéias evolutivas.
Dividida em módulos, a exposição reúne riqueza de elementos, como réplicas de fósseis de animais, ilustrações, fotografias, objetos diversos, mapas, livros, farta documentação, filmes, além de raridades e exemplares científicos pertencentes ao acervo do Museu, entre outros.
Um grupo de esqueletos, que inclui orangotango, gorila, chipanzé e o homem, recebe os visitantes com um dos grandes enigmas de nossa espécie: “Quem somos nós?” Para responder esta questão e por que existem e já existiram tantas espécies de seres vivos no planeta, o primeiro módulo confronta a teoria evolutiva às explicações místicas que prevaleciam até o século XIX sobre a origem da vida, ilustrados por meio de diferentes mitos da criação, da tradição judaico-cristã, como relatado no Gênesis, às teorias egípcias e até de índios brasileiros Karajás.
A partir daí, o visitante começa a entrar no mundo de Darwin e compreender o poder explicativo da ciência e suas evidências, por meio de observações de uma série de padrões da natureza, com base em registros fósseis, distribuição geográfica e no desenvolvimento de plantas e animais.
A vida e obra de Darwin, desde sua infância, sua viagem ao redor do mundo a bordo do HMS Beagle, até seus últimos anos em Londres estão retratados em um módulo repleto de curiosidades, entre elas, retratos, painéis ilustrativos, fac-símiles de documentos e anotações de Darwin sobre suas pesquisas, livros raros como a primeira edição em português da obra “A Origem das Espécies” (1859), objetos diversos e espécimes do acervo do Museu, como uma rara coleção de besouros, para ilustrar passagens biográficas e estudos de Darwin.
Nesta área, outro destaque é a representação do porão do “HMS Beagle”, navio celebrizado por conduzir o então jovem naturalista Charles Darwin em sua expedição de quatro anos e nove meses ao redor do mundo, fundamental para o desenvolvimento de sua teoria sobre a evolução das espécies, que mudaria não apenas a sua vida, como toda a história da ciência. Nestes porões cênicos do navio, o visitante pode observar exemplares de animais, acondicionados em containeres de madeira, das mesmas espécies coletadas por Darwin.
Após o passeio pela trajetória de Darwin, a curadoria instiga o público a mais uma reflexão, no curioso painel, “Equívocos – o que é a teoria da evolução não é”, respondendo questões contundentes, entre elas - somos a espécie mais evoluída do planeta?
No módulo intitulado “Evolução em Ação” a exposição relata como as pesquisas do Museu sobre biodiversidade se relacionam com a teoria da evolução de Darwin. Entre os destaques estão a diversidade e evolução das formigas, com impressionantes imagens captadas por microscópio eletrônico, que detalham seus aspectos morfológicos, como antenas e a presença de uma glândula no tórax, formas compartilhadas entre as 12.500 espécies de formigas conhecidas no mundo, todas descendentes de um ancestral comum.
Grupos de moluscos com cores, formas e tamanhos diferenciados ilustram o processo evolutivo adaptativo. Serpentes de diferentes áreas das Ilhas Galápagos demonstram como a seleção natural atua no colorido corporal dos indivíduos. A observação prossegue com a evolução das aves e sua descendência dos dinossauros, entre outros exemplos.
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